Why Don’t you… Vamos falar da Harper’s Bazaar?

Já sabem que eu adoro contar-vos como nasce cada ensaio. Talvez seja como diz Isabel Allende (quem me acompanha no Instagram e no feedback do Substack já se apercebeu que estou a adorar o livro “A palavra mágica”), ao contarmos memórias podemos dar azo a ficcionar, nem que seja só ligeiramente como é o meu caso aqui.
Então, ao ver a capa Harper’s Bazaar España — the Gaudí issue, assinalava os 100 anos da morte de Antonio Gaudí. As imagens eram, de facto, extraordinárias, mas a questão que persistia para mim era — porque se sabe e se fala tão pouco da Harper’s Bazaar quando comparado com a Vogue?
Calma, que o story time não acaba aqui. Fui à minha biblioteca, normalmente, consoante o tema, sei se tenho um ou mais livros sobre o assunto… Neste cas, não tinha. Encontrei “Vintage Fashion Illustration: From Harper’s Bazaar 1930-1970” de Marnie Fogg e “Vogue Covers: On Fashion’s Front Page” de Robin Muir.
No entanto, eu precisava de fontes mais densas de informação e não só de imagens, assim recorri a bibliotecas digitais e mudei ligeiramente o ditado para “the internet is my oyster”. Ah, e deixei a Vogue fora da minha pesquisa porque senão iria ter os mesmos resultados que todos temos vindo a ler há anos, mas lá chegaremos.
Há três stories, antes de irmos ao cerne da questão:
Nunca começo a pesquisa pelo Pinterest, a única vez que oo fiz uma querida professora recordou-me que com a biblioteca extraordinária que eu tenho era por aí que tinha de começar — eu refiz a pesquisa e aprendi a lição;
Noutra ocasião, no primeiro ano da licenciatura, a professora de Design de Moda incentivava-nos a visitar a biblioteca e umas colegas diziam que não precisavam — bastava-lhes pedir-me para consultar a minha biblioteca — estavam a exagerar um bocadinho, claro mas teve a sua graça;
Por essa altura, uma amiga disse-me, que era dois ou três anos mais velha que eu, disse-me que se eu alguma vez ponderasse fazer um testamento devia legar-lhe os meus livros. Não me recordo, porque falámos, mas agora que não nos vimos há anos — já que depois da faculdade a vida corre, é uma das memórias engraçadas que mais recordo.
Esta edição tem ainda o twist de ser das poucas edições que começo a escrever antes da pesquisa.
3, 2, 1…
Continua a ler para descobrires mais.
E, para o caso de teres de desbloquear a paywall, digo-te que esta história é marcada por uma mulher de vestido Chanel rendado e rosas sobre o seu cabelo negro que dançava com entusiasmo no bar do St. Regis Hotel.



