The Fashion Standup (PT)

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Why Don’t you… Vamos falar da Harper’s Bazaar?

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Vera Lúcia
jul 19, 2026
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Colagem feita pela autora. (1) Front Row: Number Legs, criada para a edição de Junho/Julho por John Baldessari. (2) A capa de Outubro de 1937, ilustrada por Cassandre. (3) Uma imagem da série “Running Legs” na edição de Fevereiro de 1946, fotografada por Lisette Model. (4) Imagem da Harper’s Bazaar España, the Gaudí issue (2026). Fonte das imagens: (1), (2), (4) e (5) – “Harper’s Bazaar – 150 years, the greatest moments”; (3) Harper’s Bazaar España.

Já sabem que eu adoro contar-vos como nasce cada ensaio. Talvez seja como diz Isabel Allende (quem me acompanha no Instagram e no feedback do Substack já se apercebeu que estou a adorar o livro “A palavra mágica”), ao contarmos memórias podemos dar azo a ficcionar, nem que seja só ligeiramente como é o meu caso aqui.

Então, ao ver a capa Harper’s Bazaar España — the Gaudí issue, assinalava os 100 anos da morte de Antonio Gaudí. As imagens eram, de facto, extraordinárias, mas a questão que persistia para mim era — porque se sabe e se fala tão pouco da Harper’s Bazaar quando comparado com a Vogue?

Calma, que o story time não acaba aqui. Fui à minha biblioteca, normalmente, consoante o tema, sei se tenho um ou mais livros sobre o assunto… Neste cas, não tinha. Encontrei “Vintage Fashion Illustration: From Harper’s Bazaar 1930-1970” de Marnie Fogg e “Vogue Covers: On Fashion’s Front Page” de Robin Muir.

No entanto, eu precisava de fontes mais densas de informação e não só de imagens, assim recorri a bibliotecas digitais e mudei ligeiramente o ditado para “the internet is my oyster”. Ah, e deixei a Vogue fora da minha pesquisa porque senão iria ter os mesmos resultados que todos temos vindo a ler há anos, mas lá chegaremos.

Há três stories, antes de irmos ao cerne da questão:

  1. Nunca começo a pesquisa pelo Pinterest, a única vez que oo fiz uma querida professora recordou-me que com a biblioteca extraordinária que eu tenho era por aí que tinha de começar — eu refiz a pesquisa e aprendi a lição;

  1. Noutra ocasião, no primeiro ano da licenciatura, a professora de Design de Moda incentivava-nos a visitar a biblioteca e umas colegas diziam que não precisavam — bastava-lhes pedir-me para consultar a minha biblioteca — estavam a exagerar um bocadinho, claro mas teve a sua graça;

  1. Por essa altura, uma amiga disse-me, que era dois ou três anos mais velha que eu, disse-me que se eu alguma vez ponderasse fazer um testamento devia legar-lhe os meus livros. Não me recordo, porque falámos, mas agora que não nos vimos há anos — já que depois da faculdade a vida corre, é uma das memórias engraçadas que mais recordo.

Esta edição tem ainda o twist de ser das poucas edições que começo a escrever antes da pesquisa.

3, 2, 1…

Continua a ler para descobrires mais.

E, para o caso de teres de desbloquear a paywall, digo-te que esta história é marcada por uma mulher de vestido Chanel rendado e rosas sobre o seu cabelo negro que dançava com entusiasmo no bar do St. Regis Hotel.

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